Dengue em alta: Santa Catarina registra mais de 2 mil casos prováveis em janeiro
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Foto: Divulgação Ascom/SES -
Aumento de casos reforça alerta para medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti
Santa Catarina iniciou 2025 com um cenário preocupante no combate à dengue. Entre 29 de dezembro de 2024 e 13 de janeiro de 2025, foram registrados 2.102 casos prováveis da doença em 107 municípios. O número é superior ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 2.052 casos. No mesmo intervalo, 1.487 focos do mosquito Aedes aegypti foram identificados em 145 cidades catarinenses.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), apresentou os dados na última quarta-feira (15). Do total de casos prováveis, 71 já foram confirmados, enquanto 2.031 seguem em investigação.
Ações intensificadas para conter a doença
Com um histórico preocupante em 2024 — quando o estado registrou 340 óbitos relacionados à dengue e precisou decretar situação de emergência — o governo estadual reforça a importância de medidas preventivas.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, destacou as estratégias adotadas para conter o avanço da doença. “Estamos capacitando equipes regionais e municipais, ampliando leitos para atendimento e promovendo ações como encontros regionais e a Semana de Mobilização da Rede de Ensino. Contudo, o combate à dengue depende da união entre Governo, municípios e sociedade”, afirmou.
Prevenção começa em casa
A eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti é a principal medida para reduzir a transmissão da dengue. A população pode contribuir adotando práticas simples, como:
- Evitar o acúmulo de água em recipientes como pneus, tampas de garrafas e copos;
- Tratar piscinas com cloro ou esvaziá-las completamente;
- Lavar com escova e sabão os recipientes de água de animais semanalmente;
- Colocar areia nos pratinhos de plantas e eliminar água acumulada em folhas;
- Manter lixeiras tampadas e terrenos livres de entulhos.
A SES reforça que a responsabilidade de eliminar focos do mosquito é de todos. “Somente com a mobilização coletiva será possível vencer essa batalha e proteger a população catarinense”, concluiu o secretário.

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